Caros, venho notando nesta última semana e durante os dias de início deste carnaval, as ações cada vez mais cooperadas e integradas entre os meios e veículos de comunicação com as empresas de promoções, incentivos e eventos, que muitas vezes, inconscientemente, vem desenvolvendo trabalhos que apontam para uma ação de cross media e cross marketing de forma natural.
É nítido que com os processos de comunicação e as definições de espaço e trabalhos bem explícitos, favorecem para que empresas, principalmente as ligadas neste segmento, realizem esforços em cada especialidade, mas com um formato único para atender seus clientes, aumentando a eficiência nos resultados junto aos consumidores. E outra, no mercado publicitário hoje em dia, cada vez mais se divide o pão “verba” ou não leva nada para casa.
Em um passado não tão longínquo, isso era praticamente impossível, os anunciantes tinham enormes departamentos de marketing, centralizadores de todos os “cores comunication”, que disparavam briefings e jobs para diversos fornecedores, sem que eles pudessem cruzar dados e coletar resultados de uma forma integrada. Exemplo: quantas não eram as campanhas de verão que as agências de publicidade desenvolviam filmes publicitários para TV e no ponto de venda não tínhamos nem material que fosse alusivo ao tema e os conceitos da campanha, pois não havia integração com a agência que desenvolvia materiais e ações no PDV.
Uma das campanhas que me levaram a notar essa inteligência mercadológica, aconteceu em uma viagem que fiz a cidade do Rio de Janeiro na semana passada. A Claro, empresa de telefonia celular, me acompanhou desde a saída de São Paulo até a cidade maravilhosa, os dois dias que lá estive e no retorno para a terra da garoa. Através de painéis no aeroporto, promotoras nos embarques e desembarque, um completo planejamento de mídia impressa, eletrônica, on-line e mobile, devo ter sido impactado umas trinta vezes em três dias. Entre promoções e facilidades, uma parte era destinada as vantagens de ser um cliente Claro, como cobertura, serviços de assistência ao usuário, seguros, etc. Era nítido que vários fornecedores agiram de forma independente, porém alinhados com a proposta do cliente. Com certeza o dono da agência de promoção conversou com o dono da agência de reposição, que por sua vez conversaram com o diretor de atendimento da agência de comunicação, que conversou com os diversos outros fornecedores e que todos conversaram com o marketing da Claro.
O mais importante: para mim, que me preocupo com a performance das operações que um celular pode realizar e os serviços que uma operadora pode oferecer, foi positivo. A pergunta que deixo é a seguinte: será que para as outras tantas pessoas o impacto, destas ações cooperadas, foi o mesmo? Como será que vai ser o ROI desta ação?
Abraços
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário