Caros,
Tenho ao longo do último ano, acompanhando um movimento de preparação para a mudança tecnológica que vamos passar em relação ao consumo de mídia por todos nós.
Deixo claro que aqui nesta parte do texto, quando falo em mídia, me refiro a qualquer meio de divulgação e/ou entretenimento e/ou conteúdo que nós temos contato, qualquer um. Pois bem, sendo assim, estabelecendo uma posição um tanto quanto visionária, a tal “plataforma” onde vamos encontrar tudo que queremos, será um híbrido baseado em nanotecnologia e não demora muito a chegar.
Isso pode parecer coisa de mãe e/ou pai de santo (nada contra), mas é o que muitos especialistas e estudiosos na área de comunicação vêm escrevendo em suas teses de mestrado e doutorado, como Ashley Highfield diretor da BBC de Londres, Henry Jenkins, diretor da Convergence Culture Consortium, entre outros.
O alerta que eu faço para o setor que estuda e atua em mídia, agora falando daquele profissional, departamento ou qualquer órgão responsável por cuidar da distribuição de comunicação (publicidade, propaganda, RP, assessoria de imprensa, etc.) aos consumidores, principalmente
Nos dias de hoje, para atingir as pessoas, programamos meios de comunicação em massa: jornal, rádio, TV, revista, internet, comunicação unilateral que disparamos como metralhadoras em campo de batalha as escuras, sem saber se acertamos mesmo nossos “alvos”, aqui chamado de target. E, a munição não custa barato, algo em torno de R$ 16 bilhões em 2006. Os breaks comerciais já não têm apelo de fixação de mensagem. Falta criatividade por parte dos mídias em desenvolver projetos mais arrojados e falta de mais bom censo e mão na massa dos criadores em desenvolver mensagens próprias para os meios e veículos selecionados em um planejamento de mídia, agregado as diretrizes do planejamento de comunicação, e mais, aos objetivos de marketing.
No futuro não tão longínquo, somente os profissionais mais preparados estarão prontos para lidar com isso, porque vamos agregar muito mais informações e variáveis estatísticas para identificar realmente onde está e quem é a nossa audiência; como lidar com ela, seus desejos, suas condições, suas necessidades. Vamos cada vez mais nos aproximar da relação “one-to-one”, ou seja, vamos conversar com nosso consumidor de maneira quase intima e invasiva. Vamos ter que estabelecer uma relação interativa, medindo sua resposta a estímulos, sua percepção de confiança, amizade e fidelidade, pois a qualquer momento, ele (consumidor) poderá fechar o canal e ignorar nossa mensagem.
Este é o nosso estimulante e empolgante desafio. Temos que lidar com a forma tradicional e simular a situação do futuro, para quando ela chegar, estarmos aptos.
Como a proposta deste blogger é criar um fórum de discussões, proponho como desafio, abastecer este tópico com informações coletadas em periódicos, revistas e internet sobre o futuro da mídia.
Boa sorte para nós!
Nenhum comentário:
Postar um comentário